
O cianeto é um importante inibidor na separação por flotação de minérios de sulfeto de metais não ferrosos. É frequentemente utilizado para inibir minerais sulfurosos, como a esfalerita, a pirita e a calcopirita. Os cianetos comumente utilizados na flotação são o cianeto de sódio e o cianeto de potássio; às vezes, também se utiliza o ferricianeto. O cianeto apresenta um bom efeito inibidor, mas apresenta as duas principais desvantagens a seguir:
(1) É altamente tóxico. Ao utilizá-lo, deve-se observar os dois pontos a seguir:
1) Deve ser utilizado em uma polpa alcalina. Após a dissociação do cianeto na água, ele se hidrolisa, produzindo cianeto de hidrogênio. A fórmula da reação é a seguinte.

O cianeto de hidrogênio tem um ponto de ebulição muito baixo, de apenas 26,5 ℃. Ele pode se volatilizar, transformando-se em um gás altamente tóxico à temperatura ambiente, o que causa graves danos ao corpo humano. A partir da reação de hidrólise, percebe-se que somente quando a polpa é alcalina é que o equilíbrio se desloca para a esquerda, de modo que o cianeto de sódio existe no estado de íon CN⁻, impedindo a formação de cianeto de hidrogênio. Somente quando o cianeto existe no estado de CN⁻ é que ele pode exercer efetivamente seu efeito inibidor.
2) A água dos rejeitos deve ser tratada. (1) O tratamento com oxidantes (como cloro, pó alvejante etc.) pode ser intensificado para decompor e desativar o cianeto presente na água dos rejeitos, garantindo o cumprimento das normas nacionais de descarga.
(2) A dissolução de metais preciosos, como o ouro e a prata, pode levar à perda desses metais preciosos dos minerais.
Dadas essas duas desvantagens, o cianeto deve ser usado com moderação ou evitado tanto quanto possível na flotação. Sulfitos, tiossulfatos, sulfato de zinco etc. podem ser utilizados para compensar seu efeito inibidor, mas esses substitutos costumam ser menos eficazes do que o cianeto.